Gestão de sinistralidade: o que a análise de dados revela sobre a saúde suplementar

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Levantamento da Maida;health aponta como a análise de dados pode orientar o acompanhamento dos pacientes e o planejamento da assistência

 

 

Uma análise realizada pela Maida;health em uma carteira de quase 97 mil beneficiários de um plano de saúde identificou que 8,6% deles respondem por 44% das despesas assistenciais. O grupo reúne 8.331 pessoas. O levantamento mostra como informações sobre a utilização dos serviços podem apoiar as operadoras na identificação de necessidades de acompanhamento e no planejamento do cuidado.

 

O diagnóstico cruzou dados demográficos, condições de saúde identificadas e registros de utilização dos serviços. Na carteira analisada, 44.022 beneficiários foram classificados no grupo de condições crônicas, equivalentes a 45,5% do total, e concentraram 67,4% das despesas assistenciais.

 

“Os dados de atendimento ajudam a entender quais são as necessidades de saúde dos beneficiários e onde existem falhas no acompanhamento. Quando uma pessoa utiliza o plano com frequência, precisamos compreender o que está acontecendo e de que cuidado ela precisa”, afirma André Machado Jr., CEO da Maida;health.

 

A discussão ocorre em um setor no qual as despesas assistenciais representam a maior parte das receitas de mensalidades. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a sinistralidade agregada das operadoras médico-hospitalares atingiu 81,9% no primeiro semestre de 2026, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. Isso significa que aproximadamente R$ 82 de cada R$ 100 recebidos em mensalidades foram destinados ao pagamento de despesas assistenciais.

 

Para transformar as informações em planejamento assistencial, o diagnóstico permite apontar grupos que precisam ter suas necessidades avaliadas e orientar a organização da rede. Segundo Machado Jr., a concentração de despesas, por si só, não determina o risco clínico individual nem indica desperdício. É necessário complementar a análise com a avaliação das condições de saúde e o contato com os beneficiários.

 

“A partir desse diagnóstico, a operadora pode organizar o acompanhamento de pacientes crônicos, orientar o acesso aos profissionais e acompanhar a evolução de cada caso. O objetivo é transformar a informação em um cuidado mais próximo e adequado às necessidades de cada paciente”, explica Machado Jr.

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