Hoje em dia, com tantas ferramentas que podem ser utilizadas para facilitar as transações bancárias, aumentaram também o número de fraudes. Segundo o relatório “Panorama da Segurança Digital 2026”, publicado pela AllowMe, as tentativas de golpes financeiros no ambiente digital brasileiro cresceram 18% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2025. Diante deste cenário, a orquestração de pagamentos pode ajudar no combate aos golpes ao centralizar a gestão de múltiplos provedores de pagamento e softwares antifraude em uma única plataforma.
Para Ticiana Amorim, fundadora e CEO da Aarin, hub techfin especializado em Embedded Finance com soluções simples pensadas para facilitar cobranças e recebimentos dos seus clientes, unificar dados de movimentações financeiras permite a criação de regras de risco mais inteligentes, monitoramento em tempo real e roteamento dinâmico para aumentar a segurança sem prejudicar a experiência do cliente. “Ao centralizar o fluxo, conseguimos aplicar filtros de segurança em várias camadas de forma simultânea. Isso significa que podemos barrar uma transação suspeita em milissegundos, utilizando inteligência de dados para diferenciar um comportamento fraudulento de uma compra legítima, mantendo a agilidade”, explica.
Uma das principais maneiras de prevenir fraudes é o roteamento inteligente, onde o software pode enviar as transações suspeitas para ferramentas de segurança mais rigorosas. Além disso, a integração de múltiplos antifraude permite conectar diversos motores antigolpes e de biometria comportamental simultaneamente, aumentando a precisão na detecção de padrões de comportamento suspeito. “Com a redução de falsos positivos, a tokenização avançada e o monitoramento de comportamento, a orquestração cria uma malha de proteção que se adapta à velocidade das novas ameaças, permitindo que o varejista consiga extrair o melhor de cada tecnologia de segurança em uma única interface operativa ”, acrescenta.
Além da camada técnica de proteção, essa iniciativa oferece também a resiliência operacional. Ao não depender de um único provedor, a empresa evita que uma instabilidade em um motor antifraude específico interrompa as vendas ou deixe o sistema vulnerável. “Essa redundância é vital para o negócio, se uma ferramenta de validação falha, o orquestrador redireciona a análise para outra fonte de dados instantaneamente, garantindo que a segurança nunca seja desligada em prol da disponibilidade do checkout”, destaca Ticiana.
Por fim, a inteligência gerada por essa centralização permite uma visão geral de todo o ecossistema de pagamentos, possibilitando identificar tendências de tentativas de fraude de forma preditiva. Ao consolidar informações de diferentes fontes, as empresas podem ajustar as regras de cobrança e segurança antes mesmo que novos golpes surjam. “A orquestração transforma dados isolados em uma estratégia de governança sólida, onde cada transação gera aprendizado para o sistema, tornando a barreira contra criminosos cada vez mais alta e intransponível”, conclui a executiva.

