O IRB(Re) apurou lucro líquido de R$ 101,6 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), resultado impactado por ajustes referentes ao período de transição da reforma tributária brasileira. Excluindo este ajuste contábil, o ressegurador registrou lucro líquido de R$122 milhões no primeiro trimestre, superior aos R$ 119,3 milhões do 1T25. Os números, divulgados hoje (04/05) conforme a Visão Negócio, mostram ainda que, no acumulado dos últimos 12 meses, a companhia somou R$ 487,2 milhões de resultado líquido, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sem o efeito tributário, o valor chega a R$ 557 milhões, um incremento de 35%.
“Este trimestre marca a retomada da distribuição de proventos para os nossos acionistas, evento que consolida o trabalho de limpeza da carteira de subscrição e de aplicações financeiras, gerando resultados consistentes e perenes. Vislumbramos um ano com várias iniciativas estruturantes para levar a companhia para um novo patamar de negócios. Acreditamos que poderemos combinar crescimento de prêmios com ganhos de margens, com muita disciplina de subscrição e rigor na seleção de riscos”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re). Além do dividendo mínimo obrigatório de R$ 51 milhões, a companhia distribuirá um adicional em juros sobre capital próprio de R$ 78 milhões, totalizando R$ 128 milhões aos acionistas.
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Considerando a divisão do portfólio de negócios, o lucro líquido da carteira P&C do IRB(Re) encerrou o trimestre em R$ 100 milhões. Já em Vida, houve reversão do prejuízo de R$ 16 milhões, no 1T25, para lucro de R$ 2 milhões. Desconsiderando o impacto da reforma tributária, o resultado fica em R$ 119 milhões para P&C e R$ 3 milhões para Vida.
Resultado de subscrição tem alta de 74,5%
No trimestre, o resultado de subscrição alcançou R$ 180 milhões, vindos integralmente da linha de P&C. O número é 74,5% superior ao 1T25. O desempenho da carteira P&C foi 42,2% maior, enquanto em Vida a melhora foi de 100,9%. Observando os últimos 12 meses, o resultado de subscrição é 89% maior do que o do ano anterior, chegando a R$ 817,4 milhões, sendo R$ 785,1 milhões relativos a P&C, alta de 37,5%, e R$ 32,3 milhões de Vida, 123,3% melhor.
“O IRB(Re) mantém sua disciplina estratégica, reforçando os pilares que sustentam a construção de um portfólio equilibrado, rentável e aderente ao seu apetite de risco. Como consequência da baixa sinistralidade e custo de aquisição, tivemos um desempenho significativamente superior. O nosso desafio continua no crescimento do prêmio retido, que teve redução de 6% em P&C, principalmente devido à redução da linha de Rural. Como já explicado em resultados anteriores, o segmento de Vida está sendo remodelado, e acreditamos que já veremos inflexão na linha de prêmios nos próximos trimestres”, diz Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).
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Os prêmios retidos totalizaram R$ 896,1 milhões no 1T26 − redução de 8% no comparativo com o 1T25 − sendo R$ 869,7 milhões relativos a P&C e R$ 26,4 milhões a Vida. No recorte dos últimos 12 meses, P&C apresenta crescimento de 1,6% no prêmio retido, alcançando R$ 3,3 bilhões. Os prêmios retidos no exterior aumentaram 3,5%, no comparativo entre o 1T25 e o 1T26. Com isso, o primeiro trimestre de 2026 registra 57% dos prêmios retidos no mercado doméstico e 43% no exterior.
Sinistralidade cai 8,5 p.p.
O índice de sinistralidade no 1T26 foi de 58%, queda de 8,5 pontos percentuais (p.p.) em relação ao 1T25. A queda da sinistralidade consolidada, reunindo Brasil e exterior, foi ocasionada pelas linhas de Riscos Especiais (10%) e Outros (Marítimo e Riscos Financeiros).
O índice de sinistralidade no segmento Brasil foi de 35% no 1T26, comparado a 78,8% no 1T25, influenciado pela baixa sinistralidade na linha Patrimonial de 24%, e de Riscos Especiais, onde houve um ressarcimento relevante. Em termos nominais, o sinistro retido reduziu 61% para R$173 milhões. No exterior, Vida apresentou sinistralidade de 108% no 1T26, e Patrimonial, de 100,2%.
“A melhora na sinistralidade é consequência da estratégia de precificação adequada e pulverização de linhas e geografias. O índice de comissionamento também apresentou melhora significativa, com queda de 2 p.p., encerrando o 1T26 em 19%. Estes dois fatores levaram à redução do índice combinado para 98%, uma melhora de 4 p.p. em relação ao 1T25”, destaca Castillo.
Resultado financeiro e patrimonial soma R$ 170,2 milhões
Neste trimestre, o resultado financeiro e patrimonial somou R$ 170,2 milhões, 19% inferior quando comparado ao 1T25. O resultado financeiro das carteiras de investimento somou R$ 180 milhões no primeiro trimestre de 2026, sendo R$ 143 milhões no mercado nacional (onshore) e R$ 37 milhões no exterior (offshore). O IRB(Re) encerrou o trimestre com R$ 8,6 bilhões sob gestão em sua carteira de ativos financeiros, sendo 60% investidos no mercado onshore e 40% no mercado offshore.
“Diante da volatilidade associada ao cenário geopolítico, acreditamos que o portfólio está bem posicionado para capturar um ambiente de inflação um pouco mais alta no curto e médio prazo e para um ritmo mais gradual de queda dos juros. Esse cenário beneficia, principalmente, as posições pós-fixadas e indexadas à inflação e, ao mesmo tempo, permite a manutenção de um carrego positivo nas posições prefixadas no médio prazo”, explica Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), braço de investimentos do ressegurador.
Suficiência chega a 287% no 1T26
O Patrimônio Líquido Ajustado do IRB(Re) teve aumento de 24%, atingindo R$ 2,7 bilhões em março de 2026, o que fez com que a suficiência alcançasse R$ 1,7 bilhão. Assim, o patrimônio líquido ajustado correspondia a 287% do capital mínimo requerido em 31 de março de 2026, comparado a 207% em 31 de março de 2025.
“Do ponto de vista de gestão de riscos corporativos, tivemos a evolução do índice de solvência regulatória. Em março de 2026, este índice alcançou o patamar de 287%, representando um crescimento de 80 p.p., quando comparado ao 1T25. É o maior índice histórico desde o 2T24. Esta evolução é consequência dos resultados positivos apresentados ao longo dos últimos trimestres e reflete a disciplina de subscrição e de gestão de investimentos da companhia. Com relação ao índice de liquidez regulatória, terminamos o trimestre com um nível de suficiência de 13,1%, atingindo o montante de R$ 832 milhões, que demonstra o nível de prudência do IRB(Re) em relação às suas provisões técnicas e à sua gestão de ativos”, diz Debora Tavares, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).

