Entre 2023 e 2024, o Brasil registrou mais de R$ 180 bilhões em prejuízos econômicos causados por eventos climáticos extremos. Desse total, apenas 9% estavam segurados, afirmou o superintendente de Negócios da CNseg, Marcos Roberto Garcia Barreto, durante apresentação na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada em 18 de maio.
No painel “Redução de riscos de desastres nos municípios: planos de contingência e tecnologias aplicadas”, Marcos apresentou a ferramenta da CNseg voltada à identificação e compreensão de eventos climáticos extremos.
Lançada oficialmente durante a COP30, a solução cruza dados históricos de desastres com modelos hidrológicos avançados de escoamento e imagens de satélite de alta resolução. A partir do processamento automatizado dessas variáveis geográficas complexas, o sistema gera, de forma instantânea, um score de risco preciso para qualquer CEP consultado.
Desenvolvida originalmente para fornecer subsídios técnicos a corretores e seguradoras na precificação de apólices de forma justa e transparente, a ferramenta também pode ser uma importante aliada de gestores públicos no planejamento urbano e na prevenção de desastres em áreas críticas.
Nesta primeira fase, lembrou o superintendente da CNseg, a ferramenta está restrita a informações sobre inundações e alagamentos. Até março de 2027, porém, deverá incorporar progressivamente outros oito riscos climáticos: deslizamentos, raios, vendavais, granizo, seca, geada, estiagem e incêndios florestais.
Disponível para toda a sociedade, a solução de Riscos Climáticos pode ser acessada em Link

