A Azos, insurtech referência em seguro de vida, leva a experiência brasileira em inovação no setor para o InsureTech Connect (ITC) Vegas, principal encontro global dedicado à tecnologia e à transformação da indústria de seguros, que acontece entre 29 de setembro e 1º de outubro, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O evento tem a expectativa de reunir mais de 9 mil participantes, 500 palestrantes e 600 expositores em três dias de programação que aborda assuntos essenciais para o mercado securitário.
No dia 29, às 14h10, o CEO da Azos, Rafael Cló, participa do painel “The distribution evolution: Three founders, three continents, and the future of life insurance” (A evolução da distribuição: três fundadores, três empresas e o futuro do seguro de vida, em tradução livre), que reunirá fundadores de empresas de diferentes continentes para discutir as transformações pelas quais passa o seguro de vida. A conversa mediada por Fernando Ohata, Insurance Associate Partner da McKinsey, conta ainda com Johannes Becher, fundador e CEO da Embea, e Jamie Hale, CEO da Ladder Financial.
A participação acontece em um momento de expansão do segmento no Brasil. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o seguro de vida arrecadou R$23,46 bilhões em prêmios de janeiro a julho de 2026, com crescimento nominal de 9,49% e real de 4,92% sobre o mesmo período do ano anterior. A modalidade respondeu por quase metade (48,6%) da arrecadação de seguros de pessoas, que somou R$48,25 bilhões nos sete primeiros meses do ano.
Para Rafael Cló, os números mostram um mercado em expansão, mas que ainda convive com um espaço relevante para ampliar a proteção financeira das famílias. “O desafio também está no centro das discussões internacionais sobre o setor. O caminho é pensar juntos como tornar produtos de seguro mais acessíveis, compreensíveis e adequados às diferentes necessidades dos consumidores, incorporando novas tecnologias sem perder de vista a relação de confiança característica do mercado”, afirma o cofundador e CEO da Azos.
A evolução tecnológica também vem acompanhando esse movimento. Ferramentas de inteligência artificial, automação e análise de dados já começam a alterar diferentes etapas da jornada do seguro, desde a avaliação de risco até a contratação e o atendimento ao segurado.
Para se ter uma ideia, segundo estudo da CNseg em parceria com a EY, 80% das seguradoras brasileiras já utilizam alguma solução de IA, e os investimentos em tecnologia no setor devem chegar a R$2,6 bilhões até 2026.
Na Azos, por exemplo, os resultados já aparecem na operação. O Copiloto, assistente de IA desenvolvido para apoiar corretores durante a venda e esclarecer dúvidas sobre produtos, coberturas e processos, lançado neste ano, já soma mais de 5 mil interações e foi acessado por mais de 2,1 mil corretores desde o lançamento. Nas categorias em que a ferramenta já executa tarefas, os acionamentos aos gerentes comerciais caíram 46%, enquanto as demandas direcionadas à equipe de experiência do cliente (CX) recuaram 32%. A percepção dos usuários também é positiva: mais de 74% afirmam que ficariam “muito desapontados” caso o Copiloto deixasse de existir.
A insurtech brasileira atua desde 2021 com o objetivo de simplificar o acesso ao seguro de vida e utiliza tecnologia própria para reduzir etapas e tornar a contratação mais ágil. A partir de uma operação AI only, a companhia oferece coberturas de até R$5 milhões, sem necessidade de exames ou relatórios médicos no processo de subscrição, e pode emitir apólices em 30 segundos ou em até um dia útil.
A empresa já captou mais de R$350 milhões com alguns dos principais fundos de venture capital do mundo e conta atualmente com mais de 13 mil corretores parceiros e mais de R$140 bilhões em capital segurado. A operação combina tecnologia e atuação junto ao canal de corretores para simplificar diferentes etapas da jornada do seguro.
Para Cló, a evolução do setor depende justamente de aproximar o seguro da realidade financeira dos consumidores e de transformar uma jornada historicamente complexa em uma experiência mais simples. “Precisamos entender melhor as necessidades das pessoas, simplificar a experiência e construir produtos que façam sentido para diferentes momentos da vida. O Brasil tem desenvolvido soluções interessantes nesse caminho, e levar essa experiência para uma conversa global como a do ITC é uma oportunidade importante para trocar aprendizados e contribuir para a evolução do setor”, conclui.

