Aumento da volatilidade externa, em conjunto com a combinação alta dos juros americanos, a guerra comercial e a queda livre do petróleo podem explicar a instabilidade
Mesmo com os elogios de toda equipe econômica que vai atuar no futuro governo, o efeito das eleições no Brasil, no câmbio, se esgotou. O dólar vem operando em alta nas últimas quatro semanas e já estão acima do nível anterior ao primeiro turno, a R$ 3,83. O Ibovespa se mantém acima do nível pré-eleição, mas está distante do recorde. O mercado de juros é onde o otimismo está em alta, graças ao recuo da inflação.
Um dos motivos para o comportamento do câmbio é o aumento da volatilidade externa, com a combinação de riscos como a alta de juros americanos, da guerra comercial entre EUA e China e mais recente, a queda livre do petróleo. Pode ser citado também o recuo do minério de ferro, uma das principais commodities da pauta de exportações do país, é negativo para grandes produtores como Brasil e Austrália, afirmou Win Thin, da Brown Brothers Harriman.
A semana começou com o real em um desempenho pior que os outros ativos, diante das incertezas sobre a relação entre o presidente eleito e o congresso, que poderiam prejudicar a votação das reformas, diz o estrategista. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, a perda de fôlego da moeda brasileira ocorre num momento em que os efeitos da relação começa, a despontar na economia real. A confiança do consumidor subou para 93,2% em novembro, maior nível desde julhop de 2014.

