8/6/2026 –
Fabio Barbosa, diretor da GR Parceria, explica que tecnologias como telemetria, videomonitoramento, inteligência artificial (IA) e rastreamento permitem identificar comportamentos de risco e atuar preventivamente antes que um acidente aconteça
O Brasil teve, em 2025, 72,5 mil acidentes de trânsito e cerca de 6 mil mortes em rodovias federais, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Apesar de representar uma queda em relação a 2024, o número acende a preocupação com a segurança no trânsito.
A PRF aponta ainda que as principais causas de acidentes em rodovias estão ligadas à falta de reação do condutor (11,4 mil ocorrências), reação tardia ou ineficiente (10,7 mil ocorrências) e acessar a via sem observar a presença de outros veículos (pouco mais de 7 mil ocorrências).
No caso de acidentes envolvendo caminhões com cargas pesadas e demais veículos de logística, além do risco de perda de vidas, há também uma série de outros fatores que precisam ser levados em consideração, afirma Fabio Barbosa, diretor da GR Parceria. A empresa é o braço operacional da Consultlog, especializado em gerenciamento de risco, monitoramento logístico, torre de controle e prevenção de acidentes.
“Os acidentes logísticos geram impactos extremamente relevantes para as empresas, principalmente nos aspectos financeiros, operacionais, humanos e reputacionais. Além dos prejuízos diretos com veículos, cargas e seguros, existem custos ocultos que muitas vezes superam o próprio valor do acidente”, alerta Barbosa.
Como exemplo de impactos, ele menciona: custos jurídicos, trabalhistas e indenizações; elevação do valor do seguro e da sinistralidade; quebra do nível de serviço ao cliente; necessidade de mobilização emergencial de equipes; impacto direto na cultura de segurança da empresa.
Monitoramento em tempo real
Barbosa diz que o monitoramento em tempo real possui um papel fundamental na prevenção de acidentes e na agilidade da tomada de decisão nas operações logísticas. Por meio da integração de tecnologias como telemetria, videomonitoramento, inteligência artificial (IA) e rastreamento, é possível identificar comportamentos de risco e atuar preventivamente antes que um acidente aconteça, explica o diretor.
“Quando tecnologias como rastreamento, telemetria, videomonitoramento, sistemas de gerenciamento de risco, BI e plataformas operacionais trabalham de forma integrada, a empresa passa a ter uma visão mais completa, rápida e inteligente da operação”, detalha Barbosa.
Esse ponto de vista é reforçado por Marcos Koch Ortiz, diretor da VIA GROUP, parceria do Grupo Consultlog. Ele ressalta que o comportamento dos motoristas continua sendo um dos principais fatores de risco nas operações logísticas, principalmente em situações relacionadas ao excesso de velocidade, distração, fadiga, uso de celular e condução agressiva.
“Por esse motivo, as empresas precisam atuar de forma preventiva, contínua e estratégica para promover uma cultura de condução mais segura. A combinação entre tecnologia, gestão operacional e desenvolvimento humano é fundamental para reduzir acidentes e melhorar o comportamento na direção”, defende Marcos.
Em relação ao futuro da gestão de risco no transporte, Barbosa explica que a atividade será fortemente transformada pela evolução da inteligência artificial, automação, integração de dados e monitoramento comportamental.
“O mercado caminha para operações cada vez mais preditivas, conectadas e orientadas por dados em tempo real. As empresas deixarão de atuar apenas na reação aos eventos para trabalhar de forma preventiva e inteligente, antecipando riscos antes que acidentes, roubos ou falhas operacionais aconteçam”, ressalta Fabio Barbosa.
Para saber mais, basta acessar o site da GR Parceria: https://grparceria.com.br/
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