Companhia registra crescimento no número de vidas no Saúde, atribui o resultado às corretoras e às assessorias e segue com planos de melhorar ainda mais a qualidade da venda
A SulAmérica possui um grande último histórico com as assessorias em seguros e a Aconseg-SP. Os números demonstram o crescimento da companhia no trabalho com as assessorias, inclusive após deixar de operar com a carteira de Ramos Elementares.
“O ano de 2024 foi super relevante em termos de resultado para nós. Foram mais de 30 mil vidas vendidas considerando apenas a Saúde. Um crescimento expressivo e com uma sinistralidade bastante controlada”, destacou Raquel Reis, CEO de Saúde e Odonto da SulAmérica, durante almoço da Aconseg-SP realizado em 17 de junho, no Terraço Itália (SP).
“Sem a participação das assessorias tivemos um número, pelo menos, 20% menor. Essa é a importância que as assessorias têm na nossa operação”, ressaltou Raquel, ao comentar também que o desempenho positivo deve se repetir em 2025.
Adriana Lins, diretora Comercial Varejo SP e região Sul, exaltou o avanço da produção do canal assessoria e falou sobre o desafio. “Tenho a meta de atingir 30% dos corretores ativos. Hoje, temos 7,5 mil corretores em São Paulo. Destes, temos 16% ativos”. </span>
Segundo Ricardo Montenegro, presidente da Aconseg-SP, na distribuição de prêmios por seguradoras, conforme o 9º Relatório da Associação, a SulAmérica representou 24% da produção das assessorias sob a guarda-chuva da associação. “A SulAmérica é a nossa principal parceira, mesmo focada em Saúde, Odonto, Vida, Viagem e Previdência”.
Em 2023, o Auto representava 54% dos negócios das assessorias e o Saúde 34%. No ano passado, a proporção atingiu 52% e 36%, respectivamente.
Montenegro ainda chamou a atenção da companhia quanto às oportunidades de negócios no interior de São Paulo. “Hoje, na capital, 22 assessorias têm SulAmérica e no interior são apenas três, sendo uma parceira antiga e duas iniciantes. Se a companhia dobrar o número de parceiros, poderá chegar em 2026 com 30% de participação na Aconseg-SP”.
“O interior é uma região em que precisamos crescer muito”, sinalizou Adriana.
Um setor repleto de desafios
Embora o resultado seja bom, Raquel lembra que os desafios do setor são imensos e constantes. Afinal, do dia para a noite surgem consultas públicas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que impactam diretamente a operação do mercado. Dentre elas estão a obrigatoriedade de venda de planos individuais e a obrigatoriedade de vendas online.
“Quando a operadora fala, não é muito crível porque parece que queremos apenas aumentar o nosso lucro e ponto final. Quando os corretores, as assessorias e os clientes falam, a coisa fica mais crível. O que fazemos é arrecadar dinheiro do mercado e irrigar para o sistema de saúde da melhor forma possível e com a melhor gestão financeira e assistencial possível”, explicou.
Outro exemplo citado pelo CEO da SulAmérica foi a alteração na sistemática dos NIPs, que atualmente está suspensa, e consiste no fato de o seguro não precisar de protocolo prévio na operadora para abrir um NIP. “Hoje, 50% dos NIPs que entram na ANS as operadoras não ficam sabendo. A quantidade de NIPS que a ANS tem recebido é gigantesca e não está dando conta de olhar e comparar com o contrato e ver se a concessão é pertinente. Em vez de olhar a entrada da NIP, eles decidiram considerar a satisfação do beneficiário”.
Raquel lembra que a meta de todos os atuantes na cadeia de saúde deve ser reajustada do menor possível, um sistema mais controlado e mais sustentável possível para que o setor consiga crescer e alcançar mais brasileiros.
A venda elevada
De certa forma, a venda do plano de saúde nunca será uma venda simples. A segurança pode ser simplificada, mas as informações sempre precisarão ser mais completas possíveis e recebidas de um corretor qualificado para tanto.
“Sabemos que a venda do seguro saúde é muito complexa. Precisamos de uma pessoa capacitada, que é o corretor, fazendo a capacitação dessa venda. Não pode vir uma consulta pública determinando que isso morra”, disse Raquel sobre a consulta pública 145, da ANS, que também alterou completamente as regras de coparticipação.
Segundo Adriana, a SulAmérica possui um plano de comunicação para ajudar os corretores a entender o impacto da fraude. “É fazer a venda com consciência, mais consultiva e prejuízo, para buscar a melhor sustentabilidade do nosso mercado. Hoje, o resultado do canal está em 64%. Temos que continuar cuidando desse resultado”.

